domingo, 15 de fevereiro de 2026

Babosa na ferida? Pesquisador da UFPR desenvolve curativo cicatrizante com base na Aloe Vera

A planta tem um gel interno, que integra água e um caldo de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e os chamados polissacarídeo

Por Redação com assessoria em 13 de fevereiro, 2026 às 07h16.

Um curativo que protege o machucado, acompanha os movimentos do corpo sem romper e possibilita as trocas gasosas, feito com uma planta utilizada de forma medicinal há milênios e ‘da casa de vó’: a Aloe Vera, também conhecida como babosa. 

Pesquisador da UFPR cria curativo de babosa. (Foto: Marcos Solivan/Sucom/UFPR)

Essa foi a aposta premiada do pesquisador Fernando Miguel Stelmach Alves, do Departamento de Farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que iniciou o projeto após ver a ferida de um amigo. Ele cursa o terceiro ano de Farmácia e integra o projeto de iniciação científica Desenvolvimento de filmes e hidrogéis para desordens cutâneas, orientado pela professora Luana Mota Ferreira, do Centro de Estudos de Biofarmácia (CEB) da UFPR, em Curitiba.


Os resultados da primeira fase dessa pesquisa foram publicados em um artigo, que recebeu o 38º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), na categoria Estudante de Graduação. 


Extratos da babosa são a base da proposta

Planta típica de casa de vó, a babosa é composta por uma casca externa verde, uma seiva amarela por baixo (potencialmente tóxica) e um gel interno, que integra água e um caldo de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e os chamados polissacarídeos. Eles são carboidratos complexos, formados por longas cadeias de açúcares, responsáveis por boa parte das propriedades hidratantes, cicatrizantes e moduladoras do sistema imune atribuídas à babosa. E é aí onde entra a pesquisa de Fernando.

O discente investigou se esses compostos poderiam ir além do efeito terapêutico tradicional e cumprir uma função estrutural em adesivos para machucados. A ideia foi usar o extrato da planta como parte do próprio material do curativo, substituindo plastificantes sintéticos, e o resultado foi o desenvolvimento de filmes finos, naturais e bioadesivos, capazes não apenas de proteger a ferida, mas de contribuir com a cicatrização.

Fernando explica que materiais ricos em polissacarídeos como a babosa conferem maleabilidade porque essas moléculas se comportam como fios longos e flexíveis, capazes de se mover, se dobrar e reter água sem se romper, já que são formadas por longas cadeias de açúcares ligadas entre si.

O aluno trabalhou com os principais polissacarídeos presentes no gel da Aloe vera junto a dois agentes muito usados pela indústria farmacêutica: a goma gelana, produzida por bactérias, e a carragena, extraída de algas vermelhas. A partir dessas substâncias, desenvolveram-se filmes finos por um método simples de laboratório, no qual os componentes são dissolvidos em água aquecida e depois secos até formar uma película contínua.

O diferencial do experimento foi incorporar o extrato de babosa à formulação não apenas como ativo cicatrizante, mas como parte do material, permitindo que os polissacarídeos da planta interagissem com as gomas e conferissem capacidade de ajuste ao curativo.

Resultados em laboratório são promissores

Os testes, ainda feitos em laboratório, mostraram que os dois materiais se comportam de formas distintas. Os filmes à base de carragena apresentaram maior elasticidade e capacidade de absorção de líquidos, características importantes para feridas que liberam secreção. Já os filmes de goma gelana se mostraram mais rígidos e resistentes, oferecendo maior proteção mecânica. Mas, nos dois casos, a presença do extrato de babosa melhorou a adesão à pele e contribuiu para a manutenção de um ambiente úmido, condição importante para a cicatrização. Segundo Alves, o projeto abre caminho para produtos biocompatíveis, sustentáveis e acessíveis.

“Os materiais naturais têm sido cada vez mais explorados no campo farmacêutico. Além disso, nossa formulação visa reduzir o número de componentes envolvidos na fabricação dos curativos”, acrescenta a orientadora.

Os próximos passos do estudo envolvem a realização de testes de biocompatibilidade e avaliações em modelos in vivo, etapas necessárias para confirmar a segurança e a eficácia dos filmes em condições mais próximas do uso real. A equipe também pretende investigar a incorporação de outros compostos terapêuticos às películas, explorando efeitos sinérgicos e ampliando as aplicações do material no cuidado de feridas.

Para os pesquisadores, o principal desafio em trabalhar com ativos naturais é a complexidade de suas matrizes. Diferente do que ocorre nos estudos com ativos sintéticos, em que se avalia apenas uma substância, uma planta tem vários ativos que, somados, proporcionam seu efeito, e todos eles precisam ser avaliados.

“Nossa próxima missão é caracterizar fitoquimicamente esse extrato e dar um foco mais terapêutico para a formulação, com avaliações de performance in vitro e in vivo e determinar a permeação cutânea desses ativos”, diz Ferreira.Publicado primeiro em Banda B » Babosa na ferida? Pesquisador da UFPR desenvolve curativo cicatrizante com base na Aloe Vera -


fonte:

 https://www.bandab.com.br/saude/pesquisador-da-ufpr-desenvolve-curativo-a-base-de-babosa/

Novo tratamento para Alzheimer derivado de um composto presente na babosa (aloe vera).

Cientistas acabaram de encontrar indícios promissores que sugerem que compostos naturais da babosa (aloe vera) podem desempenhar um papel significativo no combate à doença de Alzheimer.

09/02/2026

Utilizando modelos computacionais avançados, a equipe de pesquisa identificou o beta-sitosterol – um composto vegetal – que possui um forte potencial para interagir com enzimas que causam declínio cognitivo e de memória.


Esta nova pesquisa, publicada na revista Current Pharmaceutical Analysis, surge em um momento em que a comunidade médica continua sua busca por tratamentos eficazes para o Alzheimer – uma doença neurodegenerativa que afeta gravemente o pensamento e o comportamento. Embora a babosa (aloe vera) seja bem conhecida por suas propriedades calmantes e de cuidado com a pele, os cientistas decidiram investigar mais a fundo os componentes químicos ocultos na planta para verificar se eles poderiam influenciar os processos biológicos no cérebro.


A pesquisa concentra-se em duas enzimas-chave: a acetilcolinesterase (AChE) e a butirilcolinesterase (BChE). No corpo humano, essas duas enzimas desempenham um papel na degradação da acetilcolina – um neurotransmissor crucial que ajuda as células cerebrais a se comunicarem entre si. Em pacientes com Alzheimer, os níveis de acetilcolina costumam estar bastante reduzidos, levando à perda de memória. Portanto, uma estratégia comum de tratamento é encontrar medicamentos que possam inibir a atividade da AChE e da BChE, preservando assim os níveis de acetilcolina e melhorando os sintomas dos pacientes.

Em vez de realizar experimentos tradicionais em laboratório, a equipe de pesquisa utilizou uma abordagem "in silico" (simulação computacional). Essa abordagem moderna permite que os cientistas prevejam com precisão como as moléculas dos medicamentos interagirão com o organismo antes da realização de testes clínicos reais.

Os resultados da triagem mostraram que o beta-sitosterol, um composto encontrado na aloe vera, emergiu como o candidato mais promissor. A equipe de pesquisa utilizou técnicas de "ligação molecular" e simulações dinâmicas para testá-lo. Os resultados indicaram que o beta-sitosterol possui uma afinidade de ligação muito forte (-8,6 kcal/mol com AChE e -8,7 kcal/mol com BChE), significativamente superior à de outros compostos testados, incluindo o ácido succínico. Essa forte capacidade de ligação sugere que o composto pode inibir eficazmente a atividade de enzimas prejudiciais.

"Nossos resultados mostram que o beta-sitosterol apresenta afinidade de ligação e estabilidade significativas", disse Meriem Khedraoui, autora principal do estudo. "Isso o torna um potencial candidato para o futuro desenvolvimento de medicamentos, particularmente como um inibidor duplo para ajudar no tratamento da doença de Alzheimer."

Além dos seus efeitos inibidores enzimáticos, a equipe de pesquisa também avaliou a segurança dos compostos por meio da análise ADMET (Absorção, Distribuição, Metabolismo, Excreção e Toxicidade). Os indicadores preditivos mostraram que tanto o beta-sitosterol quanto o ácido succínico apresentaram perfis de segurança favoráveis, foram facilmente absorvidos pelo organismo e não causaram toxicidade em doses terapêuticas. Samir Chtita, coautor do estudo, afirmou que essas análises abrangentes corroboram o seu potencial como agentes terapêuticos seguros.



Embora os resultados do modelo computacional sejam muito promissores, os pesquisadores também enfatizaram que esta é apenas a fase inicial. Ensaios clínicos e laboratoriais serão os próximos passos necessários para confirmar a eficácia real em pacientes. No entanto, esta pesquisa lançou uma base importante, abrindo esperança para uma nova terapia para Alzheimer à base de plantas, mais segura e eficaz, no futuro.


Fonte: https://baolangson.vn/lieu-phap-dieu-tri-alzheimer-moi-tu-hop-chat-trong-cay-nha-dam-5076971.html

Aloe vera pode conter segredo para combater o Alzheimer

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 4 dias atrás em 09-02-2026

Imagem: depositphotos.com

Um novo estudo científico descobriu que um composto natural presente na planta Aloe vera — o beta‑sitosterol — pode ter potencial para interferir em processos ligados ao Alzheimer, apontando para possíveis novos caminhos no desenvolvimento de medicamentos contra a doença.

A investigação, publicada na revista Current Pharmaceutical Analysis, utilizou métodos de modelação computacional avançada para simular como vários compostos da Aloe vera se ligam a duas enzimas que estão fortemente associadas à perda de memória e ao declínio cognitivo característicos da doença de Alzheimer.

Os investigadores concentraram‑se nas enzimas acetilcolinesterase (AChE) e butirilcolinesterase (BChE), que desempenham um papel crucial na degradação da acetilcolina — um neurotransmissor essencial para a comunicação entre células nervosas e que normalmente está reduzido em pessoas com Alzheimer. O beta‑sitosterol destacou‑se por apresentar fortes afinidades de ligação com ambas as enzimas, o que sugere que pode inibir a sua atividade e ajudar a preservar níveis mais elevados de acetilcolina no cérebro.

Além de demonstrar ligações estáveis às enzimas‑alvo, os modelos computacionais indicaram que o composto tem propriedades favoráveis de absorção, distribuição e segurança potencial no organismo, um aspeto importante para futuros medicamentos.

Apesar dos resultados promissores, os autores salientam que este trabalho está nos primeiros passos: os efeitos benéficos do beta‑sitosterol precisam agora de ser confirmados em experimentos de laboratório e ensaios clínicos em humanos antes que se possa considerar o desenvolvimento de tratamentos eficazes.

Os investigadores consideram que esta aproximação — que recorre a compostos naturais já presentes em plantas usadas tradicionalmente — pode ser uma linha complementar de investigação no combate a uma das doenças neurodegenerativas mais desafiantes da atualidade.


https://www.noticiasdecoimbra.pt/aloe-vera-pode-conter-segredo-para-combater-o-alzheimer/

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Descoberta de compostos da babosa (aloe vera) que podem inibir enzimas envolvidas na doença de Alzheimer.

 

Descoberta de compostos da babosa (aloe vera) que podem inibir enzimas envolvidas na doença de Alzheimer.

Pesquisas sugerem que um composto presente na babosa pode inibir uma enzima associada ao declínio da memória na doença de Alzheimer.


Cientistas acabaram de encontrar indícios promissores que sugerem que compostos naturais da babosa (aloe vera) podem desempenhar um papel significativo no combate à doença de Alzheimer.

Utilizando modelos computacionais avançados, a equipe de pesquisa identificou o beta-sitosterol — um composto vegetal — que possui um forte potencial para interagir com enzimas que causam declínio cognitivo e de memória.

Esta nova pesquisa, publicada na revista Current Pharmaceutical Analysis , surge num momento em que a comunidade médica continua seus esforços para encontrar tratamentos eficazes para a doença de Alzheimer – uma doença neurodegenerativa que afeta gravemente o pensamento e o comportamento.

Embora a babosa (aloe vera) seja bem conhecida por suas propriedades calmantes e de cuidado com a pele, cientistas decidiram investigar mais a fundo os componentes químicos ocultos dessa planta para verificar se eles podem afetar processos biológicos no cérebro.

A pesquisa concentra-se em duas enzimas principais: a acetilcolinesterase (AChE) e a butirilcolinesterase (BChE). No corpo humano, essas duas enzimas desempenham um papel na degradação da acetilcolina — um neurotransmissor crucial que ajuda as células cerebrais a se comunicarem entre si.

Em pacientes com Alzheimer, os níveis de acetilcolina frequentemente estão bastante reduzidos, levando à perda de memória. Portanto, uma estratégia comum de tratamento é encontrar medicamentos que possam inibir a atividade da AChE e da BChE, preservando assim os níveis de acetilcolina e melhorando os sintomas dos pacientes.

Em vez de realizar experimentos tradicionais em laboratório, a equipe de pesquisa utilizou uma abordagem "in silico" (simulação computacional). Essa abordagem moderna permite que os cientistas prevejam com precisão como as moléculas dos medicamentos interagirão com o organismo antes da realização de testes clínicos reais.

Os resultados da triagem mostraram que o beta-sitosterol, um composto encontrado na babosa (aloe vera), surgiu como o candidato mais promissor. A equipe de pesquisa utilizou técnicas de "ligação molecular" e simulação dinâmica para testá-lo.

Os resultados indicam que o beta-sitosterol possui uma afinidade de ligação muito forte (-8,6 kcal/mol com AChE e -8,7 kcal/mol com BChE), significativamente superior à de outros compostos testados, incluindo o ácido succínico. Essa forte capacidade de ligação sugere que o composto pode inibir eficazmente a atividade de enzimas prejudiciais.

"Nossos resultados mostram que o beta-sitosterol apresenta afinidade de ligação e estabilidade significativas", disse Meriem Khedraoui, autora principal do estudo. "Isso o torna um potencial candidato para o futuro desenvolvimento de medicamentos, particularmente como um inibidor duplo para ajudar no tratamento da doença de Alzheimer."

Além dos efeitos inibidores de enzimas, a equipe de pesquisa também avaliou a segurança do composto por meio da análise ADMET (Absorção, Distribuição, Metabolismo, Excreção e Toxicidade). Os indicadores preditivos mostraram que tanto o beta-sitosterol quanto o ácido succínico apresentam perfis de segurança favoráveis, são facilmente absorvidos pelo organismo e não causam toxicidade em doses terapêuticas.


Voltando ao assunto
VNA
Fonte: https://tuoitre.vn/phat-hien-hop-chat-nha-dam-co-the-uc-che-enzym-gay-benh-alzheimer-20260209090041783.htm

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Pesquisador da UFPR usa babosa para criar curativo “inteligente” e natural

Pesquisador da UFPR usa babosa para criar curativo “inteligente” e natural

Assessoria UFPR | 01/02/2026 às 15:20 |  2 min de leitura

Pesquisadores da UFPR estão desenvolvendo um curativo inovador feito a partir da babosa (Aloe vera), que promete substituir o plástico sintético na fabricação de coberturas para feridas. A inspiração partiu de um caso real, quando o cientista Fernando Miguel Stelmach Alves observou a dificuldade de tratar a lesão de um amigo e buscou uma solução natural e mais eficaz.

Os resultados da primeira fase dessa pesquisa foram publicados em um artigo, agraciado com o 38º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), na categoria Estudante de Graduação. Alves cursa o terceiro ano de Farmácia e integra o projeto de iniciação científica Desenvolvimento de filmes e hidrogéis para desordens cutâneas, orientado pela professora Luana Mota Ferreira, do Centro de Estudos de Biofarmácia (CEB) da UFPR.

Extratos da babosa são a base da proposta

Planta típica de casa de vó, a babosa é composta por uma casca externa verde, uma seiva amarela por baixo (potencialmente tóxica) e um gel interno, que integra água e um caldo de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e os chamados polissacarídeos. Eles são carboidratos complexos, formados por longas cadeias de açúcares, responsáveis por boa parte das propriedades hidratantes, cicatrizantes e moduladoras do sistema imune atribuídas à babosa. E é aí onde entra a pesquisa de Fernando.


O discente investigou se esses compostos poderiam ir além do efeito terapêutico tradicional e cumprir uma função estrutural em adesivos para machucados. A ideia foi usar o extrato da planta como parte do próprio material do curativo, substituindo plastificantes sintéticos, e o resultado foi o desenvolvimento de filmes finos, naturais e bioadesivos, capazes não apenas de proteger a ferida, mas de contribuir com a cicatrização.

Fernando explica que materiais ricos em polissacarídeos como a babosa conferem maleabilidade porque essas moléculas se comportam como fios longos e flexíveis, capazes de se mover, se dobrar e reter água sem se romper, já que são formadas por longas cadeias de açúcares ligadas entre si.



Fonte: https://www.bemparana.com.br/bem-estar/saude-e-beleza/pesquisador-da-ufpr-usa-babosa-para-criar-curativo-inteligente-e-natural/

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Babosa funciona pra queimadura de sol? Veja o jeito certo

 Muito usada após a exposição ao sol, a babosa pode aliviar a ardência e ajudar na regeneração da pele, mas só funciona quando aplicada corretamente


PorRedaçãoPublicado22 de janeiro de 2026

Com a chegada das férias de janeiro e o aumento das atividades ao ar livre, cresce também o número de pessoas com queimadura de sol.

Praia, piscina, parques e clubes entram na rotina, mas nem sempre a proteção solar acompanha o tempo de exposição.

Diante da ardência, da vermelhidão e da sensação de pele “queimando”, muita gente recorre a soluções caseiras. Entre elas, a babosa.

Mas será que babosa funciona pra queimadura de sol? A resposta é sim – desde que seja usada do jeito certo.

Babosa funciona pra queimadura de sol?

A babosa, também conhecida como Aloe vera, é utilizada há séculos no cuidado com a pele. O gel transparente presente no interior das folhas possui propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes e hidratantes.

Segundo Caio Maia Nepomuceno, professor do curso de Farmácia da Unopar, a planta pode ser uma aliada importante no alívio dos sintomas causados pelo sol.

“A Aloe vera tem ação calmante e contribui para a regeneração dos tecidos, mas é fundamental saber extrair e aplicar corretamente”, explica.

Ou seja, a babosa funciona para queimadura de sol, mas não de qualquer forma.

Quando a Aloe vera é indicada

O uso da babosa é recomendado apenas em casos específicos. Ela deve ser aplicada em queimaduras leves, de primeiro grau e, em alguns casos, de segundo grau superficial.

Nessas situações, o gel ajuda a:

  • aliviar a dor e o ardor;
  • reduzir a inflamação da pele;
  • acelerar a cicatrização;
  • manter a hidratação durante a recuperação.

Esses benefícios fazem da babosa uma opção natural bastante popular após a exposição solar excessiva.

Queimadura leve é o ponto-chave

Queimaduras leves costumam causar vermelhidão, sensibilidade e calor local, mas sem bolhas grandes ou feridas abertas.

Nesses casos, a babosa pode ser utilizada como complemento ao cuidado com a pele.

O jeito certo de usar babosa na queimadura de sol

Um dos principais erros está na forma de uso. Nem toda a folha da babosa é segura para a pele.

O que deve ser utilizado é apenas o gel interno, transparente e sem odor forte. A parte verde da casca contém substâncias que podem causar irritação, coceira e até alergias.

Como extrair o gel corretamente

O ideal é cortar a folha, retirar toda a casca verde e lavar bem o gel antes da aplicação. Isso reduz o risco de resíduos irritantes.

Antes de usar na área queimada, é fundamental fazer um teste de alergia.

Teste de alergia é indispensável

Aplique uma pequena quantidade do gel no dorso da mão. Aguarde até duas horas. Se houver vermelhidão, ardência ou coceira, suspenda o uso imediatamente.

Mesmo produtos naturais podem causar reações.

Cuidados essenciais ao usar Aloe vera

Além da forma correta de extração, outros cuidados são importantes para garantir segurança e eficácia.

O gel pode ser armazenado em um recipiente fechado, na geladeira, por até 30 dias. O ideal é utilizar plantas cultivadas em casa ou produtos de farmácias de manipulação confiáveis.

Evite receitas caseiras perigosas

Misturas populares na internet devem ser evitadas. Pasta de dente, manteiga, maisena ou outros produtos industrializados podem agravar a lesão e atrasar a cicatrização.

“A aplicação de substâncias inadequadas pode piorar o quadro e aumentar o risco de infecção”, alerta o especialista.

Quando a babosa não deve ser usada

Apesar de seus benefícios, a babosa não é indicada para todos os tipos de queimadura. Queimaduras mais graves exigem avaliação médica imediata.

Segundo Caio Maia Nepomuceno, o uso de plantas medicinais não substitui atendimento profissional em casos mais sérios.

Fique atento aos sinais de gravidade

Não utilize babosa se houver:

  • bolhas grandes ou extensas;
  • sinais de infecção, como pus ou febre;
  • dor intensa e persistente;
  • queimaduras químicas ou elétricas;
  • áreas muito extensas do corpo afetadas.

Nessas situações, o uso inadequado do gel pode atrasar a recuperação e causar complicações.

Babosa ajuda, mas não faz milagres

A Aloe vera é uma aliada importante no cuidado com a pele queimada pelo sol. No entanto, ela não deve ser vista como solução única.

Hidratação, uso de produtos calmantes adequados e afastamento do sol são medidas fundamentais para a recuperação.

“A babosa contribui para o alívio e regeneração, mas não substitui o acompanhamento médico quando há risco”, reforça o professor.

Como evitar queimaduras de sol

Mais importante do que tratar é prevenir. Algumas atitudes simples reduzem muito o risco de queimadura solar.

  • Use protetor solar diariamente, com reaplicação.
  • Evite exposição entre 10h e 16h.
  • Use chapéus, óculos e roupas com proteção UV.
  • Hidrate-se ao longo do dia.

Esses cuidados protegem a pele e evitam danos a curto e longo prazo.


Babosa funciona, com responsabilidade

A resposta é clara: babosa funciona pra queimadura de sol, desde que seja usada corretamente e apenas em casos leves.

O conhecimento sobre limites e cuidados é essencial para evitar erros comuns.

Usar a planta com consciência transforma um hábito popular em um cuidado seguro.

Fonte: https://altoastral.joaobidu.com.br/saude/babosa-funciona-pra-queimadura-de-sol-veja-o-jeito-certo.phtml

Receita caseira para ajudar a encorpar cabelos finos em 1 semana

 Mulheres estão conseguindo restaurar o cabelo e deixar os fios alinhados com receita que usa apenas dos ingredientes

Laísa Menezes, repórter do Folha Vitória

26/01/2026 20:54

Receita caseira para ajudar a encorpar cabelos finos em 1 semana

Babosa e óleo de rícino são ingredientes naturais usados tradicionalmente no cuidado com cabelos finos e frágeis/ChatGPT


A busca por fios mais grossos e resistentes faz parte da rotina de cuidados capilares de muitas pessoas.

Com o tempo, fatores como idade, genética e agressões externas contribuem para o afinamento do cabelo. Nesse contexto, receitas caseiras voltadas ao fortalecimento dos fios continuam despertando interesse.

As informações apresentadas nesta matéria foram retiradas do portal TV Foco, que destacou uma receita simples composta por babosa e óleo de rícino. Ambos os ingredientes são amplamente conhecidos no cuidado capilar e utilizados há décadas em práticas tradicionais.

POR QUE O CABELO FICA MAIS FINO AO LONGO DOS ANOS

O afinamento dos fios é um processo amplamente reconhecido. Com o passar do tempo, o ciclo de crescimento capilar se encurta. Além disso, o diâmetro da fibra tende a diminuir gradualmente.

Alterações hormonais também influenciam esse cenário. Em paralelo, o estresse, a alimentação inadequada e o uso excessivo de químicas contribuem para a fragilidade dos fios. Como resultado, o cabelo pode apresentar menor volume e maior quebra.

Diante disso, cuidados que fortalecem a haste capilar e preservam a hidratação ganham relevância. Receitas caseiras entram como complemento, sem substituir tratamentos médicos quando necessários.


O INTERESSE CRESCENTE POR INGREDIENTES NATURAIS

O uso de ingredientes naturais no cuidado com os cabelos não é recente. Babosa, óleos vegetais e extratos de plantas fazem parte de práticas tradicionais em diferentes culturas.

Nos últimos anos, esse interesse aumentou. A busca por soluções acessíveis e de fácil aplicação impulsionou a popularidade dessas receitas.

Além disso, muitos desses ingredientes possuem propriedades reconhecidas e amplamente divulgadas.

A preferência por fórmulas simples também reflete uma tentativa de reduzir o excesso de produtos industrializados na rotina capilar.

BABOSA: HIDRATAÇÃO E FORTALECIMENTO DOS FIOS

A babosa, também conhecida como aloe vera, é um dos ingredientes centrais da receita destacada. Seu gel é rico em água, vitaminas e aminoácidos, elementos associados à hidratação capilar.

Quando aplicada nos fios, a babosa ajuda a melhorar a elasticidade. Fios mais hidratados tendem a quebrar menos. Esse fator contribui diretamente para a sensação de cabelo mais encorpado.

Além disso, a babosa é amplamente utilizada no couro cabeludo. Sua aplicação auxilia na manutenção do equilíbrio da região, o que é essencial para a saúde dos fios.

ÓLEO DE RÍCINO E SUA AÇÃO NA ESTRUTURA DO CABELO

O óleo de rícino é outro componente da receita citada pelo TV Foco. Ele é conhecido por sua textura densa e alto teor de ácidos graxos.

Esse tipo de óleo forma uma película protetora ao redor do fio. Com isso, reduz a perda de água e ajuda a preservar a integridade da fibra capilar. O resultado é um cabelo mais resistente ao longo do tempo.

Além disso, o óleo de rícino é tradicionalmente associado à redução da quebra. Quando os fios permanecem íntegros, o volume visual tende a aumentar.


COMO A COMBINAÇÃO DE BABOSA E ÓLEO DE RÍCINO ATUA

A combinação entre babosa e óleo de rícino reúne hidratação e nutrição em uma única aplicação. Enquanto a babosa fornece água e flexibilidade, o óleo ajuda a selar a hidratação.

Essa ação conjunta favorece fios mais alinhados e encorpados. Com menos quebra e maior brilho, o cabelo passa a aparentar maior espessura.

Além disso, a mistura pode ser aplicada tanto no comprimento quanto no couro cabeludo, sempre com movimentos suaves.

A IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO CONTÍNUA

Resultados em cuidados capilares não costumam ser imediatos. O uso contínuo da receita é apontado como um fator importante para observar mudanças graduais.

O ciclo de crescimento do cabelo ocorre ao longo de meses. Por isso, qualquer abordagem voltada ao fortalecimento exige constância. A aplicação regular tende a potencializar os efeitos dos ingredientes naturais.

A massagem leve no couro cabeludo durante o uso também é reconhecida como um cuidado complementar.

ENCORPAR O FIO NÃO É O MESMO QUE ESTIMULAR CRESCIMENTO

É comum confundir os efeitos de receitas caseiras. Engrossar o cabelo está relacionado à aparência e à resistência do fio existente. Estimular crescimento envolve o surgimento de novos fios.



A receita com babosa e óleo de rícino atua principalmente na redução da quebra e na melhora da hidratação. Dessa forma, os fios existentes permanecem mais espessos visualmente.

Esse efeito pode ser relevante para pessoas com cabelo fino ou fragilizado.

PARA QUEM A RECEITA É MAIS INDICADA

A mistura de babosa e óleo de rícino costuma ser indicada para cabelos finos, secos ou quebradiços. Também pode beneficiar fios que passaram por colorações ou processos químicos.

Pessoas com couro cabeludo sensível devem realizar um teste antes da aplicação completa. Ingredientes naturais também podem causar reações em casos específicos.

Em situações de queda intensa, a orientação é buscar avaliação profissional.

O PAPEL DO COURO CABELUDO NA APARÊNCIA DO CABELO

O couro cabeludo é responsável por sustentar o crescimento dos fios. Quando está equilibrado, favorece cabelos mais fortes e resistentes.

A babosa contribui para a hidratação da região. Já o óleo de rícino auxilia na proteção da pele e dos fios desde a raiz.

Manter essa área saudável é um dos pilares para melhorar a aparência do cabelo ao longo do tempo.

CUIDADOS COMPLEMENTARES POTENCIALIZAM OS RESULTADOS

A receita caseira pode ser aliada a outros cuidados reconhecidos. Alimentação equilibrada e ingestão adequada de nutrientes são fatores essenciais.

Vitaminas e minerais participam da formação da fibra capilar. Além disso, a hidratação do organismo influencia diretamente a qualidade dos fios.

Reduzir o uso de calor excessivo e escolher produtos adequados ao tipo de cabelo também faz diferença.

O QUE ESPERAR COM O USO REGULAR DA RECEITA

Com o uso contínuo, a tendência é perceber fios mais macios, brilhantes e resistentes. Esses fatores influenciam diretamente a percepção de volume.

A redução da quebra permite que o cabelo mantenha comprimento e densidade visual. Assim, mesmo sem alterar a genética, o aspecto geral pode melhorar.

A receita não promove mudanças imediatas, mas pode contribuir para a saúde capilar ao longo do tempo.

RECEITAS CASEIRAS E USO CONSCIENTE

Babosa e óleo de rícino são aliados tradicionais, mas devem ser usados com atenção às respostas individuais do cabelo.

Informação responsável é essencial para integrar esses cuidados de forma segura e equilibrada à rotina capilar.

fonte: https://www.folhavitoria.com.br/viralizou/receita-caseira-com-2-ingredientes-para-ajudar-a-encorpar-cabelos-finos-em-1-semana-viral/