quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Pele descascando após o sol? Saiba como recuperar o viço e evitar manchas

Entenda por que a descamação acontece e veja cuidados essenciais para restaurar a pele com segurança

A pele descascando após o sol é um sinal claro de que houve excesso de exposição. Mesmo quando não há dor intensa, a descamação indica que a barreira cutânea foi agredida.

Além do desconforto estético, a pele pode ficar sensível, ressecada e mais propensa a manchas. Por isso, os cuidados no pós-sol são fundamentais.

Por que a pele descasca?

A radiação solar provoca inflamação e danifica as células da camada superficial.

Como mecanismo de defesa, o corpo elimina as células afetadas. Esse processo resulta na descamação.

Quanto maior a exposição sem proteção adequada, maior a tendência de ressecamento e irregularidade no tom da pele.

O que fazer para recuperar o viço

O foco deve ser hidratar, acalmar e proteger.

Alguns cuidados ajudam na recuperação:

Aposte em hidratantes com aloe vera ou pantenol.

Beba bastante água para repor líquidos.

Evite esfoliação enquanto houver descamação.

Use protetor solar diariamente, mesmo sem sol intenso.

Prefira sabonetes suaves e sem fragrância.

Essas medidas auxiliam na regeneração natural da pele.

Como evitar manchas

A pele sensibilizada fica mais vulnerável à hiperpigmentação.

Por isso, a proteção solar é indispensável. Reaplique o protetor a cada duas ou três horas, principalmente em áreas expostas.

Evite também exposição direta nos horários de pico. Chapéus e óculos ajudam na proteção física.

Quando procurar ajuda

Se houver dor intensa, bolhas ou ardência persistente, é importante buscar orientação médica.

Queimaduras solares mais graves exigem avaliação profissional.

No dia a dia, lembre-se: bronzeado saudável começa com proteção. Cuidar da pele agora evita danos a longo prazo.


Guia pós-sol: saiba como tratar queimaduras leves e quando ir ao médico

À CNN Brasil, especialistas explicam por que evitar receitas caseiras, indicam ativos que aceleram a cicatrização e alertam para os perigos de "puxar" a pele descamada

Caroline Ferreira, da CNN Brasil

24/02/26 às 15:10 | Atualizado 24/02/26 às 15:10

Com as altas temperaturas, o prazer de um dia de sol pode rapidamente se transformar um pesadelo de ardência. A pele vermelha e quente é o sinal claro de um queimadura solar leve - inflamação que, se mal cuidada, pode abrir as portas para infecções e manchas até mesmo permanentes.

À CNN Brasil, o biomédico Thiago Martins, mestre em Medicina Estética, e o dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explicam como socorrer a pele desses males e o que é necessário evitar a todo custo.

Um dos principais erros é ignorar a ardência inicial e continuar a exposição. Segundo Thiago, o tratamento começa no exato momento em que se percebe o dano. "A primeira medida é interromper imediatamente qualquer nova exposição solar e iniciar o resfriamento da pele", comenta.

"Ao chegar em casa, deve-se lavar suavemente a região com água fria (não gelada) e sabonete suave, para remover suor, sal ou resíduos de cosméticos. Em seguida, aplicar um produto calmante com ação anti-inflamatória, como loções com aloe vera ou pantenol. Evite fricção e roupas apertadas na área afetada", orienta.

Sobre o clássico uso de compressas, o biomédico esclarece que o frio é, de fato, bem-vindo, mas exige cautela.

"Sim, compressas frias ajudam a reduzir a inflamação e aliviar a sensação de ardência, especialmente nas primeiras horas, mas é importante que a temperatura seja fresca (em torno de 15 a 20 °C), evitando o uso de gelo diretamente sobre a pele, o que pode causar vasoconstrição intensa ou até queimadura pelo frio", diz.

O perigo por trás das receitas caseiras

Em casos de queimaduras mais leves, é comum ouvir recomendações como passar pasta de dente ou manteiga na pele. Thiago, no entanto, é categórico ao condenar essas práticas caseiras.

"Elas são contraindicadas e podem agravar a lesão. A pasta de dente contém mentol e detergentes que irritam a pele; manteigas e óleos vegetais criam uma camada oclusiva que retém o calor da queimadura e favorece infecções; o vinagre, por ser ácido, pode corroer a pele já danificada. Essas substâncias não têm ação terapêutica comprovada e podem atrasar a cicatrização", detalha.

Para quem busca ativos que realmente funcionam, o especialista lista os "queridinhos" da recuperação: Pantenol (regenerador), Aloe Vera (calmante), Niacinamida (anti-inflamatória), Madecassoside (cicatrizante) e Bisabolol (suavizante).

Por que não devo puxar a pele descamada?

Alguns dias após o sol, a pele inevitavelmente começa a se soltar. Lucas explica que esse processo é natural, mas a intervenção humana é perigosa.

"A remoção manual da pele solta ou o uso de esfoliantes pode causar microlesões, sangramentos, infecções e retardar a cicatrização. O ideal é manter a hidratação constante com cremes restauradores e deixar que a pele descasque espontaneamente. Evitar exposição solar durante esse período é fundamental para prevenir hiperpigmentações", afirma.

A recuperação também depende do que você bebe. O dermatologista ressalta que a queimadura gera uma perda de água invisível através da pele. "A hidratação oral adequada ajuda a manter a função da barreira cutânea, facilita a renovação celular e contribui para uma cicatrização mais rápida. Recomenda-se o consumo regular de água ao longo do dia, mesmo sem sede aparente".

Quando a queimadura vira uma emergência médica?

Acredite, nem todo caso pode ser resolvido apenas com loções pós-sol. "O aparecimento de bolhas extensas, febre, calafrios, dor intensa, náuseas ou confusão mental são sinais de alerta e indicam uma queimadura de segundo grau ou até insolação", diz Lucas.

"Nesses casos, é necessário buscar atendimento médico imediato. Queimaduras em áreas extensas ou em crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas também merecem avaliação especializada", adiciona.

Quanto tempo para a recuperação total?

A paciência é o melhor remédio. Segundo os especialistas, a pele leva de 5 a 10 dias para se recuperar visualmente, mas a barreira de proteção pode ficar vulnerável por até duas semanas.

"Recomenda-se evitar qualquer exposição solar direta durante esse período e, ao retomar a exposição, usar roupas protetoras, chapéus e reaplicar o filtro solar a cada 2 horas", finaliza o especialista.


domingo, 15 de fevereiro de 2026

Babosa na ferida? Pesquisador da UFPR desenvolve curativo cicatrizante com base na Aloe Vera

A planta tem um gel interno, que integra água e um caldo de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e os chamados polissacarídeo

Por Redação com assessoria em 13 de fevereiro, 2026 às 07h16.

Um curativo que protege o machucado, acompanha os movimentos do corpo sem romper e possibilita as trocas gasosas, feito com uma planta utilizada de forma medicinal há milênios e ‘da casa de vó’: a Aloe Vera, também conhecida como babosa. 

Pesquisador da UFPR cria curativo de babosa. (Foto: Marcos Solivan/Sucom/UFPR)

Essa foi a aposta premiada do pesquisador Fernando Miguel Stelmach Alves, do Departamento de Farmácia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que iniciou o projeto após ver a ferida de um amigo. Ele cursa o terceiro ano de Farmácia e integra o projeto de iniciação científica Desenvolvimento de filmes e hidrogéis para desordens cutâneas, orientado pela professora Luana Mota Ferreira, do Centro de Estudos de Biofarmácia (CEB) da UFPR, em Curitiba.


Os resultados da primeira fase dessa pesquisa foram publicados em um artigo, que recebeu o 38º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), na categoria Estudante de Graduação. 


Extratos da babosa são a base da proposta

Planta típica de casa de vó, a babosa é composta por uma casca externa verde, uma seiva amarela por baixo (potencialmente tóxica) e um gel interno, que integra água e um caldo de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e os chamados polissacarídeos. Eles são carboidratos complexos, formados por longas cadeias de açúcares, responsáveis por boa parte das propriedades hidratantes, cicatrizantes e moduladoras do sistema imune atribuídas à babosa. E é aí onde entra a pesquisa de Fernando.

O discente investigou se esses compostos poderiam ir além do efeito terapêutico tradicional e cumprir uma função estrutural em adesivos para machucados. A ideia foi usar o extrato da planta como parte do próprio material do curativo, substituindo plastificantes sintéticos, e o resultado foi o desenvolvimento de filmes finos, naturais e bioadesivos, capazes não apenas de proteger a ferida, mas de contribuir com a cicatrização.

Fernando explica que materiais ricos em polissacarídeos como a babosa conferem maleabilidade porque essas moléculas se comportam como fios longos e flexíveis, capazes de se mover, se dobrar e reter água sem se romper, já que são formadas por longas cadeias de açúcares ligadas entre si.

O aluno trabalhou com os principais polissacarídeos presentes no gel da Aloe vera junto a dois agentes muito usados pela indústria farmacêutica: a goma gelana, produzida por bactérias, e a carragena, extraída de algas vermelhas. A partir dessas substâncias, desenvolveram-se filmes finos por um método simples de laboratório, no qual os componentes são dissolvidos em água aquecida e depois secos até formar uma película contínua.

O diferencial do experimento foi incorporar o extrato de babosa à formulação não apenas como ativo cicatrizante, mas como parte do material, permitindo que os polissacarídeos da planta interagissem com as gomas e conferissem capacidade de ajuste ao curativo.

Resultados em laboratório são promissores

Os testes, ainda feitos em laboratório, mostraram que os dois materiais se comportam de formas distintas. Os filmes à base de carragena apresentaram maior elasticidade e capacidade de absorção de líquidos, características importantes para feridas que liberam secreção. Já os filmes de goma gelana se mostraram mais rígidos e resistentes, oferecendo maior proteção mecânica. Mas, nos dois casos, a presença do extrato de babosa melhorou a adesão à pele e contribuiu para a manutenção de um ambiente úmido, condição importante para a cicatrização. Segundo Alves, o projeto abre caminho para produtos biocompatíveis, sustentáveis e acessíveis.

“Os materiais naturais têm sido cada vez mais explorados no campo farmacêutico. Além disso, nossa formulação visa reduzir o número de componentes envolvidos na fabricação dos curativos”, acrescenta a orientadora.

Os próximos passos do estudo envolvem a realização de testes de biocompatibilidade e avaliações em modelos in vivo, etapas necessárias para confirmar a segurança e a eficácia dos filmes em condições mais próximas do uso real. A equipe também pretende investigar a incorporação de outros compostos terapêuticos às películas, explorando efeitos sinérgicos e ampliando as aplicações do material no cuidado de feridas.

Para os pesquisadores, o principal desafio em trabalhar com ativos naturais é a complexidade de suas matrizes. Diferente do que ocorre nos estudos com ativos sintéticos, em que se avalia apenas uma substância, uma planta tem vários ativos que, somados, proporcionam seu efeito, e todos eles precisam ser avaliados.

“Nossa próxima missão é caracterizar fitoquimicamente esse extrato e dar um foco mais terapêutico para a formulação, com avaliações de performance in vitro e in vivo e determinar a permeação cutânea desses ativos”, diz Ferreira.Publicado primeiro em Banda B » Babosa na ferida? Pesquisador da UFPR desenvolve curativo cicatrizante com base na Aloe Vera -


fonte:

 https://www.bandab.com.br/saude/pesquisador-da-ufpr-desenvolve-curativo-a-base-de-babosa/

Novo tratamento para Alzheimer derivado de um composto presente na babosa (aloe vera).

Cientistas acabaram de encontrar indícios promissores que sugerem que compostos naturais da babosa (aloe vera) podem desempenhar um papel significativo no combate à doença de Alzheimer.

09/02/2026

Utilizando modelos computacionais avançados, a equipe de pesquisa identificou o beta-sitosterol – um composto vegetal – que possui um forte potencial para interagir com enzimas que causam declínio cognitivo e de memória.


Esta nova pesquisa, publicada na revista Current Pharmaceutical Analysis, surge em um momento em que a comunidade médica continua sua busca por tratamentos eficazes para o Alzheimer – uma doença neurodegenerativa que afeta gravemente o pensamento e o comportamento. Embora a babosa (aloe vera) seja bem conhecida por suas propriedades calmantes e de cuidado com a pele, os cientistas decidiram investigar mais a fundo os componentes químicos ocultos na planta para verificar se eles poderiam influenciar os processos biológicos no cérebro.


A pesquisa concentra-se em duas enzimas-chave: a acetilcolinesterase (AChE) e a butirilcolinesterase (BChE). No corpo humano, essas duas enzimas desempenham um papel na degradação da acetilcolina – um neurotransmissor crucial que ajuda as células cerebrais a se comunicarem entre si. Em pacientes com Alzheimer, os níveis de acetilcolina costumam estar bastante reduzidos, levando à perda de memória. Portanto, uma estratégia comum de tratamento é encontrar medicamentos que possam inibir a atividade da AChE e da BChE, preservando assim os níveis de acetilcolina e melhorando os sintomas dos pacientes.

Em vez de realizar experimentos tradicionais em laboratório, a equipe de pesquisa utilizou uma abordagem "in silico" (simulação computacional). Essa abordagem moderna permite que os cientistas prevejam com precisão como as moléculas dos medicamentos interagirão com o organismo antes da realização de testes clínicos reais.

Os resultados da triagem mostraram que o beta-sitosterol, um composto encontrado na aloe vera, emergiu como o candidato mais promissor. A equipe de pesquisa utilizou técnicas de "ligação molecular" e simulações dinâmicas para testá-lo. Os resultados indicaram que o beta-sitosterol possui uma afinidade de ligação muito forte (-8,6 kcal/mol com AChE e -8,7 kcal/mol com BChE), significativamente superior à de outros compostos testados, incluindo o ácido succínico. Essa forte capacidade de ligação sugere que o composto pode inibir eficazmente a atividade de enzimas prejudiciais.

"Nossos resultados mostram que o beta-sitosterol apresenta afinidade de ligação e estabilidade significativas", disse Meriem Khedraoui, autora principal do estudo. "Isso o torna um potencial candidato para o futuro desenvolvimento de medicamentos, particularmente como um inibidor duplo para ajudar no tratamento da doença de Alzheimer."

Além dos seus efeitos inibidores enzimáticos, a equipe de pesquisa também avaliou a segurança dos compostos por meio da análise ADMET (Absorção, Distribuição, Metabolismo, Excreção e Toxicidade). Os indicadores preditivos mostraram que tanto o beta-sitosterol quanto o ácido succínico apresentaram perfis de segurança favoráveis, foram facilmente absorvidos pelo organismo e não causaram toxicidade em doses terapêuticas. Samir Chtita, coautor do estudo, afirmou que essas análises abrangentes corroboram o seu potencial como agentes terapêuticos seguros.



Embora os resultados do modelo computacional sejam muito promissores, os pesquisadores também enfatizaram que esta é apenas a fase inicial. Ensaios clínicos e laboratoriais serão os próximos passos necessários para confirmar a eficácia real em pacientes. No entanto, esta pesquisa lançou uma base importante, abrindo esperança para uma nova terapia para Alzheimer à base de plantas, mais segura e eficaz, no futuro.


Fonte: https://baolangson.vn/lieu-phap-dieu-tri-alzheimer-moi-tu-hop-chat-trong-cay-nha-dam-5076971.html

Aloe vera pode conter segredo para combater o Alzheimer

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 4 dias atrás em 09-02-2026

Imagem: depositphotos.com

Um novo estudo científico descobriu que um composto natural presente na planta Aloe vera — o beta‑sitosterol — pode ter potencial para interferir em processos ligados ao Alzheimer, apontando para possíveis novos caminhos no desenvolvimento de medicamentos contra a doença.

A investigação, publicada na revista Current Pharmaceutical Analysis, utilizou métodos de modelação computacional avançada para simular como vários compostos da Aloe vera se ligam a duas enzimas que estão fortemente associadas à perda de memória e ao declínio cognitivo característicos da doença de Alzheimer.

Os investigadores concentraram‑se nas enzimas acetilcolinesterase (AChE) e butirilcolinesterase (BChE), que desempenham um papel crucial na degradação da acetilcolina — um neurotransmissor essencial para a comunicação entre células nervosas e que normalmente está reduzido em pessoas com Alzheimer. O beta‑sitosterol destacou‑se por apresentar fortes afinidades de ligação com ambas as enzimas, o que sugere que pode inibir a sua atividade e ajudar a preservar níveis mais elevados de acetilcolina no cérebro.

Além de demonstrar ligações estáveis às enzimas‑alvo, os modelos computacionais indicaram que o composto tem propriedades favoráveis de absorção, distribuição e segurança potencial no organismo, um aspeto importante para futuros medicamentos.

Apesar dos resultados promissores, os autores salientam que este trabalho está nos primeiros passos: os efeitos benéficos do beta‑sitosterol precisam agora de ser confirmados em experimentos de laboratório e ensaios clínicos em humanos antes que se possa considerar o desenvolvimento de tratamentos eficazes.

Os investigadores consideram que esta aproximação — que recorre a compostos naturais já presentes em plantas usadas tradicionalmente — pode ser uma linha complementar de investigação no combate a uma das doenças neurodegenerativas mais desafiantes da atualidade.


https://www.noticiasdecoimbra.pt/aloe-vera-pode-conter-segredo-para-combater-o-alzheimer/

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Descoberta de compostos da babosa (aloe vera) que podem inibir enzimas envolvidas na doença de Alzheimer.

 

Descoberta de compostos da babosa (aloe vera) que podem inibir enzimas envolvidas na doença de Alzheimer.

Pesquisas sugerem que um composto presente na babosa pode inibir uma enzima associada ao declínio da memória na doença de Alzheimer.


Cientistas acabaram de encontrar indícios promissores que sugerem que compostos naturais da babosa (aloe vera) podem desempenhar um papel significativo no combate à doença de Alzheimer.

Utilizando modelos computacionais avançados, a equipe de pesquisa identificou o beta-sitosterol — um composto vegetal — que possui um forte potencial para interagir com enzimas que causam declínio cognitivo e de memória.

Esta nova pesquisa, publicada na revista Current Pharmaceutical Analysis , surge num momento em que a comunidade médica continua seus esforços para encontrar tratamentos eficazes para a doença de Alzheimer – uma doença neurodegenerativa que afeta gravemente o pensamento e o comportamento.

Embora a babosa (aloe vera) seja bem conhecida por suas propriedades calmantes e de cuidado com a pele, cientistas decidiram investigar mais a fundo os componentes químicos ocultos dessa planta para verificar se eles podem afetar processos biológicos no cérebro.

A pesquisa concentra-se em duas enzimas principais: a acetilcolinesterase (AChE) e a butirilcolinesterase (BChE). No corpo humano, essas duas enzimas desempenham um papel na degradação da acetilcolina — um neurotransmissor crucial que ajuda as células cerebrais a se comunicarem entre si.

Em pacientes com Alzheimer, os níveis de acetilcolina frequentemente estão bastante reduzidos, levando à perda de memória. Portanto, uma estratégia comum de tratamento é encontrar medicamentos que possam inibir a atividade da AChE e da BChE, preservando assim os níveis de acetilcolina e melhorando os sintomas dos pacientes.

Em vez de realizar experimentos tradicionais em laboratório, a equipe de pesquisa utilizou uma abordagem "in silico" (simulação computacional). Essa abordagem moderna permite que os cientistas prevejam com precisão como as moléculas dos medicamentos interagirão com o organismo antes da realização de testes clínicos reais.

Os resultados da triagem mostraram que o beta-sitosterol, um composto encontrado na babosa (aloe vera), surgiu como o candidato mais promissor. A equipe de pesquisa utilizou técnicas de "ligação molecular" e simulação dinâmica para testá-lo.

Os resultados indicam que o beta-sitosterol possui uma afinidade de ligação muito forte (-8,6 kcal/mol com AChE e -8,7 kcal/mol com BChE), significativamente superior à de outros compostos testados, incluindo o ácido succínico. Essa forte capacidade de ligação sugere que o composto pode inibir eficazmente a atividade de enzimas prejudiciais.

"Nossos resultados mostram que o beta-sitosterol apresenta afinidade de ligação e estabilidade significativas", disse Meriem Khedraoui, autora principal do estudo. "Isso o torna um potencial candidato para o futuro desenvolvimento de medicamentos, particularmente como um inibidor duplo para ajudar no tratamento da doença de Alzheimer."

Além dos efeitos inibidores de enzimas, a equipe de pesquisa também avaliou a segurança do composto por meio da análise ADMET (Absorção, Distribuição, Metabolismo, Excreção e Toxicidade). Os indicadores preditivos mostraram que tanto o beta-sitosterol quanto o ácido succínico apresentam perfis de segurança favoráveis, são facilmente absorvidos pelo organismo e não causam toxicidade em doses terapêuticas.


Voltando ao assunto
VNA
Fonte: https://tuoitre.vn/phat-hien-hop-chat-nha-dam-co-the-uc-che-enzym-gay-benh-alzheimer-20260209090041783.htm

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Pesquisador da UFPR usa babosa para criar curativo “inteligente” e natural

Pesquisador da UFPR usa babosa para criar curativo “inteligente” e natural

Assessoria UFPR | 01/02/2026 às 15:20 |  2 min de leitura

Pesquisadores da UFPR estão desenvolvendo um curativo inovador feito a partir da babosa (Aloe vera), que promete substituir o plástico sintético na fabricação de coberturas para feridas. A inspiração partiu de um caso real, quando o cientista Fernando Miguel Stelmach Alves observou a dificuldade de tratar a lesão de um amigo e buscou uma solução natural e mais eficaz.

Os resultados da primeira fase dessa pesquisa foram publicados em um artigo, agraciado com o 38º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), na categoria Estudante de Graduação. Alves cursa o terceiro ano de Farmácia e integra o projeto de iniciação científica Desenvolvimento de filmes e hidrogéis para desordens cutâneas, orientado pela professora Luana Mota Ferreira, do Centro de Estudos de Biofarmácia (CEB) da UFPR.

Extratos da babosa são a base da proposta

Planta típica de casa de vó, a babosa é composta por uma casca externa verde, uma seiva amarela por baixo (potencialmente tóxica) e um gel interno, que integra água e um caldo de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e os chamados polissacarídeos. Eles são carboidratos complexos, formados por longas cadeias de açúcares, responsáveis por boa parte das propriedades hidratantes, cicatrizantes e moduladoras do sistema imune atribuídas à babosa. E é aí onde entra a pesquisa de Fernando.


O discente investigou se esses compostos poderiam ir além do efeito terapêutico tradicional e cumprir uma função estrutural em adesivos para machucados. A ideia foi usar o extrato da planta como parte do próprio material do curativo, substituindo plastificantes sintéticos, e o resultado foi o desenvolvimento de filmes finos, naturais e bioadesivos, capazes não apenas de proteger a ferida, mas de contribuir com a cicatrização.

Fernando explica que materiais ricos em polissacarídeos como a babosa conferem maleabilidade porque essas moléculas se comportam como fios longos e flexíveis, capazes de se mover, se dobrar e reter água sem se romper, já que são formadas por longas cadeias de açúcares ligadas entre si.



Fonte: https://www.bemparana.com.br/bem-estar/saude-e-beleza/pesquisador-da-ufpr-usa-babosa-para-criar-curativo-inteligente-e-natural/