domingo, 15 de fevereiro de 2026

Novo tratamento para Alzheimer derivado de um composto presente na babosa (aloe vera).

Cientistas acabaram de encontrar indícios promissores que sugerem que compostos naturais da babosa (aloe vera) podem desempenhar um papel significativo no combate à doença de Alzheimer.

09/02/2026

Utilizando modelos computacionais avançados, a equipe de pesquisa identificou o beta-sitosterol – um composto vegetal – que possui um forte potencial para interagir com enzimas que causam declínio cognitivo e de memória.


Esta nova pesquisa, publicada na revista Current Pharmaceutical Analysis, surge em um momento em que a comunidade médica continua sua busca por tratamentos eficazes para o Alzheimer – uma doença neurodegenerativa que afeta gravemente o pensamento e o comportamento. Embora a babosa (aloe vera) seja bem conhecida por suas propriedades calmantes e de cuidado com a pele, os cientistas decidiram investigar mais a fundo os componentes químicos ocultos na planta para verificar se eles poderiam influenciar os processos biológicos no cérebro.


A pesquisa concentra-se em duas enzimas-chave: a acetilcolinesterase (AChE) e a butirilcolinesterase (BChE). No corpo humano, essas duas enzimas desempenham um papel na degradação da acetilcolina – um neurotransmissor crucial que ajuda as células cerebrais a se comunicarem entre si. Em pacientes com Alzheimer, os níveis de acetilcolina costumam estar bastante reduzidos, levando à perda de memória. Portanto, uma estratégia comum de tratamento é encontrar medicamentos que possam inibir a atividade da AChE e da BChE, preservando assim os níveis de acetilcolina e melhorando os sintomas dos pacientes.

Em vez de realizar experimentos tradicionais em laboratório, a equipe de pesquisa utilizou uma abordagem "in silico" (simulação computacional). Essa abordagem moderna permite que os cientistas prevejam com precisão como as moléculas dos medicamentos interagirão com o organismo antes da realização de testes clínicos reais.

Os resultados da triagem mostraram que o beta-sitosterol, um composto encontrado na aloe vera, emergiu como o candidato mais promissor. A equipe de pesquisa utilizou técnicas de "ligação molecular" e simulações dinâmicas para testá-lo. Os resultados indicaram que o beta-sitosterol possui uma afinidade de ligação muito forte (-8,6 kcal/mol com AChE e -8,7 kcal/mol com BChE), significativamente superior à de outros compostos testados, incluindo o ácido succínico. Essa forte capacidade de ligação sugere que o composto pode inibir eficazmente a atividade de enzimas prejudiciais.

"Nossos resultados mostram que o beta-sitosterol apresenta afinidade de ligação e estabilidade significativas", disse Meriem Khedraoui, autora principal do estudo. "Isso o torna um potencial candidato para o futuro desenvolvimento de medicamentos, particularmente como um inibidor duplo para ajudar no tratamento da doença de Alzheimer."

Além dos seus efeitos inibidores enzimáticos, a equipe de pesquisa também avaliou a segurança dos compostos por meio da análise ADMET (Absorção, Distribuição, Metabolismo, Excreção e Toxicidade). Os indicadores preditivos mostraram que tanto o beta-sitosterol quanto o ácido succínico apresentaram perfis de segurança favoráveis, foram facilmente absorvidos pelo organismo e não causaram toxicidade em doses terapêuticas. Samir Chtita, coautor do estudo, afirmou que essas análises abrangentes corroboram o seu potencial como agentes terapêuticos seguros.



Embora os resultados do modelo computacional sejam muito promissores, os pesquisadores também enfatizaram que esta é apenas a fase inicial. Ensaios clínicos e laboratoriais serão os próximos passos necessários para confirmar a eficácia real em pacientes. No entanto, esta pesquisa lançou uma base importante, abrindo esperança para uma nova terapia para Alzheimer à base de plantas, mais segura e eficaz, no futuro.


Fonte: https://baolangson.vn/lieu-phap-dieu-tri-alzheimer-moi-tu-hop-chat-trong-cay-nha-dam-5076971.html

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