Cientistas acabaram de encontrar indícios promissores que sugerem que compostos naturais da babosa (aloe vera) podem desempenhar um papel significativo no combate à doença de Alzheimer.
09/02/2026
Utilizando modelos computacionais avançados, a equipe de pesquisa identificou o beta-sitosterol – um composto vegetal – que possui um forte potencial para interagir com enzimas que causam declínio cognitivo e de memória.
Esta nova pesquisa, publicada na revista Current Pharmaceutical Analysis, surge em um momento em que a comunidade médica continua sua busca por tratamentos eficazes para o Alzheimer – uma doença neurodegenerativa que afeta gravemente o pensamento e o comportamento. Embora a babosa (aloe vera) seja bem conhecida por suas propriedades calmantes e de cuidado com a pele, os cientistas decidiram investigar mais a fundo os componentes químicos ocultos na planta para verificar se eles poderiam influenciar os processos biológicos no cérebro.
A pesquisa concentra-se em duas enzimas-chave: a acetilcolinesterase (AChE) e a butirilcolinesterase (BChE). No corpo humano, essas duas enzimas desempenham um papel na degradação da acetilcolina – um neurotransmissor crucial que ajuda as células cerebrais a se comunicarem entre si. Em pacientes com Alzheimer, os níveis de acetilcolina costumam estar bastante reduzidos, levando à perda de memória. Portanto, uma estratégia comum de tratamento é encontrar medicamentos que possam inibir a atividade da AChE e da BChE, preservando assim os níveis de acetilcolina e melhorando os sintomas dos pacientes.
Em vez de realizar experimentos tradicionais em laboratório, a equipe de pesquisa utilizou uma abordagem "in silico" (simulação computacional). Essa abordagem moderna permite que os cientistas prevejam com precisão como as moléculas dos medicamentos interagirão com o organismo antes da realização de testes clínicos reais.
Os resultados da triagem mostraram que o beta-sitosterol, um composto encontrado na aloe vera, emergiu como o candidato mais promissor. A equipe de pesquisa utilizou técnicas de "ligação molecular" e simulações dinâmicas para testá-lo. Os resultados indicaram que o beta-sitosterol possui uma afinidade de ligação muito forte (-8,6 kcal/mol com AChE e -8,7 kcal/mol com BChE), significativamente superior à de outros compostos testados, incluindo o ácido succínico. Essa forte capacidade de ligação sugere que o composto pode inibir eficazmente a atividade de enzimas prejudiciais.
"Nossos resultados mostram que o beta-sitosterol apresenta afinidade de ligação e estabilidade significativas", disse Meriem Khedraoui, autora principal do estudo. "Isso o torna um potencial candidato para o futuro desenvolvimento de medicamentos, particularmente como um inibidor duplo para ajudar no tratamento da doença de Alzheimer."
Além dos seus efeitos inibidores enzimáticos, a equipe de pesquisa também avaliou a segurança dos compostos por meio da análise ADMET (Absorção, Distribuição, Metabolismo, Excreção e Toxicidade). Os indicadores preditivos mostraram que tanto o beta-sitosterol quanto o ácido succínico apresentaram perfis de segurança favoráveis, foram facilmente absorvidos pelo organismo e não causaram toxicidade em doses terapêuticas. Samir Chtita, coautor do estudo, afirmou que essas análises abrangentes corroboram o seu potencial como agentes terapêuticos seguros.
Embora os resultados do modelo computacional sejam muito promissores, os pesquisadores também enfatizaram que esta é apenas a fase inicial. Ensaios clínicos e laboratoriais serão os próximos passos necessários para confirmar a eficácia real em pacientes. No entanto, esta pesquisa lançou uma base importante, abrindo esperança para uma nova terapia para Alzheimer à base de plantas, mais segura e eficaz, no futuro.
Fonte: https://baolangson.vn/lieu-phap-dieu-tri-alzheimer-moi-tu-hop-chat-trong-cay-nha-dam-5076971.html


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