segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Pesquisador da UFPR usa babosa para criar curativo “inteligente” e natural

Pesquisador da UFPR usa babosa para criar curativo “inteligente” e natural

Assessoria UFPR | 01/02/2026 às 15:20 |  2 min de leitura

Pesquisadores da UFPR estão desenvolvendo um curativo inovador feito a partir da babosa (Aloe vera), que promete substituir o plástico sintético na fabricação de coberturas para feridas. A inspiração partiu de um caso real, quando o cientista Fernando Miguel Stelmach Alves observou a dificuldade de tratar a lesão de um amigo e buscou uma solução natural e mais eficaz.

Os resultados da primeira fase dessa pesquisa foram publicados em um artigo, agraciado com o 38º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), na categoria Estudante de Graduação. Alves cursa o terceiro ano de Farmácia e integra o projeto de iniciação científica Desenvolvimento de filmes e hidrogéis para desordens cutâneas, orientado pela professora Luana Mota Ferreira, do Centro de Estudos de Biofarmácia (CEB) da UFPR.

Extratos da babosa são a base da proposta

Planta típica de casa de vó, a babosa é composta por uma casca externa verde, uma seiva amarela por baixo (potencialmente tóxica) e um gel interno, que integra água e um caldo de aminoácidos, vitaminas, minerais, enzimas e os chamados polissacarídeos. Eles são carboidratos complexos, formados por longas cadeias de açúcares, responsáveis por boa parte das propriedades hidratantes, cicatrizantes e moduladoras do sistema imune atribuídas à babosa. E é aí onde entra a pesquisa de Fernando.


O discente investigou se esses compostos poderiam ir além do efeito terapêutico tradicional e cumprir uma função estrutural em adesivos para machucados. A ideia foi usar o extrato da planta como parte do próprio material do curativo, substituindo plastificantes sintéticos, e o resultado foi o desenvolvimento de filmes finos, naturais e bioadesivos, capazes não apenas de proteger a ferida, mas de contribuir com a cicatrização.

Fernando explica que materiais ricos em polissacarídeos como a babosa conferem maleabilidade porque essas moléculas se comportam como fios longos e flexíveis, capazes de se mover, se dobrar e reter água sem se romper, já que são formadas por longas cadeias de açúcares ligadas entre si.



Fonte: https://www.bemparana.com.br/bem-estar/saude-e-beleza/pesquisador-da-ufpr-usa-babosa-para-criar-curativo-inteligente-e-natural/

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