Os cientistas estão constantemente empenhados em encontrar uma cura para a demência (Alzheimer), uma doença que afeta dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Uma das abordagens é explorar o potencial dos remédios à base de ervas.
18/08/2026
cogumelos antárticos
Pesquisadores da Universidade da Malásia acabam de publicar evidências promissoras que sugerem que fungos da Antártida podem dar uma contribuição significativa para o desenvolvimento de futuros tratamentos para a doença de Alzheimer.
A babosa (aloe vera) pode contribuir para o combate à doença de Alzheimer.
A pesquisa concentra-se no gênero Pseudogymnoascus, um grupo de microrganismos isolados de ecossistemas antárticos. Vivendo em um dos ambientes mais inóspitos do planeta, esses microrganismos desenvolveram estratégias de sobrevivência únicas para suportar temperaturas abaixo de zero, intensa radiação ultravioleta e escassez de nutrientes. Essas adaptações extraordinárias permitem que eles produzam compostos naturais únicos, raramente encontrados em outros lugares.
A equipe de pesquisa identificou diversos compostos em cogumelos que podem interagir com proteínas intimamente associadas à doença de Alzheimer. Estudos laboratoriais mostraram que um extrato de cogumelo possuía atividade antioxidante comparável a antioxidantes naturais bem conhecidos, como a vitamina C e os carotenoides. Isso é crucial porque o estresse oxidativo foi identificado como um dos principais contribuintes para o Alzheimer, danificando as células cerebrais. Neutralizar os radicais livres com compostos de cogumelos antárticos pode abrir novas oportunidades para retardar a progressão da doença.
Detentora da principal "mina de ouro verde" de ervas medicinais do país, Nghe An está embarcando em uma transformação estratégica: em vez da exploração bruta, a província está se concentrando no processamento profundo, aplicando ciência e gestão moderna. Essa mudança crucial não apenas despertará o potencial econômico dessa região fronteiriça desfavorecida, mas também criará uma base sólida para que os produtos fitoterápicos de Nghe An afirmem sua posição no cenário internacional.
açafrão
Um estudo publicado na revista Pharmaceuticals em maio mostrou que os estigmas do açafrão não são apenas um tempero, mas também contêm inúmeros compostos bioativos com potencial para impactar doenças comuns, incluindo o Alzheimer.
Pesquisas mostram que compostos-chave nos estigmas do açafrão, como a crocina, a crocetina e o safranal, estão envolvidos em muitos mecanismos biológicos importantes, incluindo a redução da inflamação, a ação antioxidante, a proteção das células nervosas e a melhoria do metabolismo da glicose e dos lipídios no organismo.
Uma das áreas de maior interesse é o seu impacto no cérebro. Cientistas descobriram que o estigma do açafrão pode auxiliar no tratamento de doenças como Alzheimer, Parkinson, AVC e depressão.
Planta de babosa
Cientistas também encontraram indícios promissores que sugerem que compostos naturais da babosa (aloe vera) podem desempenhar um papel significativo no combate ao Alzheimer. Utilizando modelos computacionais avançados, pesquisadores identificaram o beta-sitosterol, um composto vegetal, que interage fortemente com enzimas responsáveis pelo declínio da memória e da cognição.
A pesquisa concentra-se em duas enzimas-chave: a acetilcolinesterase (AChE) e a butirilcolinesterase (BChE). No corpo humano, essas duas enzimas desempenham um papel na degradação da acetilcolina — um neurotransmissor crucial que ajuda as células cerebrais a se comunicarem entre si. Em pacientes com Alzheimer, os níveis de acetilcolina costumam estar bastante reduzidos, levando à perda de memória. Portanto, uma estratégia comum de tratamento é encontrar medicamentos que possam inibir a atividade da AChE e da BChE, preservando assim os níveis de acetilcolina e melhorando os sintomas dos pacientes.
Meriem Khedraoui, autora principal do estudo, afirmou: "Nossos resultados mostram que o beta-sitosterol apresenta afinidade de ligação e estabilidade significativas. Isso o torna um potencial candidato para o futuro desenvolvimento de medicamentos, particularmente como um inibidor duplo para ajudar no controle da doença de Alzheimer."
A imunoterapia abre um novo caminho para o tratamento da doença de Alzheimer.
Cientistas israelenses anunciaram recentemente resultados positivos de um ensaio clínico de fase 1 de uma nova imunoterapia para a doença de Alzheimer, abrindo uma abordagem diferente em comparação aos métodos atuais que se concentram principalmente na remoção de placas amiloides no cérebro. Em vez de atacar diretamente as placas amiloides, essa terapia visa restaurar as capacidades protetoras do sistema imunológico no cérebro, reduzindo assim a neuroinflamação e retardando a progressão da doença.
DIA NACIONAL (Compilação)
Fonte: https://baocantho.com.vn/tiem-nang-dieu-tri-alzheimer-tu-thao-duoc-a212913.html

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